G.V.A.

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Benzodiazepínicos


Os benzodiazepínicos foram amplamente prescritos no tratamento dos transtornos ansiosos durante toda a década de 70, como uma opção segura e de baixa toxicidade. A empolgação inicial deu lugar à preocupação com o consumo ao final da mesma década: pesquisadores começavam a detectar potencial de uso nocivo e risco de dependência entre os usuários de tais substâncias. Atualmente, os BDZs ainda possuem indicações precisas para controle da ansiedade e como tratamento adjuvante dos principais transtornos psiquiátricos, mas continuam sendo prescritos de modo indiscriminado, tanto por psiquiatras quanto por médicos de outras especialidades.Estima-se que 50 milhões de pessoas façam uso diário de benzodiazepínicos. A maior prevalência encontra-se entre as mulheres acima de 50 anos, com problemas médicos e psiquiátricos crônicos. Os benzodiazepínicos são responsáveis por cerca de 50% de toda a prescrição de psicotrópicos.Atualmente, um em cada 10 adultos recebem prescrições de benzodiazepínicos a cada ano, a maioria desta feita por clínicos gerais. Estima-se que cada clínico tenha em sua lista 50 pacientes dependentes de benzodiazepínicos, metade destes gostariam de parar o uso, no entanto 30% pensam que o uso é estimulado pelos médicos.A mortalidade nos dependentes de benzodiazepínicos é três vezes maior que na população geral, porém não se observa aumento significativo da mortalidade em pacientes dependentes de benzodiazepínicos quando comparados com pacientes com similar grau de morbidade.Há algumas características farmacológicas que influenciam a escolha do tipo de benzodiazepínico a ser prescrito pelo médico:

LIPOSSOLUBILIDADE

Os benzodiazepínicos são altamente lipossolúveis, o que lhes permite uma absorção completa e penetração rápida no SNC, após a ingestão oral. A lipossolubilidade é variável entre os benzodiazepínicos; o midazolam e o lorazepam também possuem boa hidrossolubilidade e são agentes seguros para a administração intramuscular. Já o diazepam e o clordiazepóxido são altamente lipossolúveis e, por isso, têm distribuição errática quando administrados por essa via. Desse modo, a utilização da via intramuscular deve ser evitada para esses.

METABOLIZAÇÃO E MEIA-VIDA

As vias de metabolização e a meia-vida são aspectos importantes, tanto para escolha terapêutica de um benzodiazepínico quanto para o manejo de intercorrências como intoxicações e síndrome de abstinência.Os benzodiazepínicos têm metabolização hepática. O clordiazepóxido é ostensivamente metabolizado. Já o lorazepam e o oxazepam são conjugados diretamente, demandando pouco trabalho hepático, portanto estão indicados para os idosos e hepatopatas.Os benzodiazepínicos são classificados, de acordo com sua meia-vida plasmática, como sendo de ação muito curta, curta, intermediária e longa.
Apesar dessa divisão, sabe-se hoje que o grau de afinidade da substância pelo receptor benzodiazepínico também interfere na duração da ação. A Tabela 1 apresenta a dose-equivalência dos principais benzodiazepínicos, bem como os principais parâmetros terapêuticos dessa classe.

Alcoolismo

A pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência do álcool, condição esta conhecida como "alcoolismo". Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, podendo ser de origem biológica, psicológica, sociocultural ou ainda ter a contribuição resultante de todos estes fatores. A dependência do álcool é uma condição freqüente, atingindo cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira.A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns dos sinais do beber problemático são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; o aumento da importância do álcool na vida da pessoa; a percepção do "grande desejo" de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e o aumento da ingestão de álcool para aliviar a síndrome de abstinência. A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas após um período de consumo crônico. A síndrome tem início 6-8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada pelo tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrointestinais, distúrbios de sono e um estado de inquietação geral (abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência severa ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas acima referidos, caracteriza-se por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e espaço.

Efeitos

Efeitos agudos
A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado a estrutura física; uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool.O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubecimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, tem uma maior probabilidade de sentir esses efeitos.

Álcool e Trânsito
A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Neste sentido, segundo a legislação brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em janeiro de 1998) deverá ser penalizado todo o motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chope), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml de destilados (duas doses).


Efeitos no resto do corpo
Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão e problemas no coração). Também são freqüentes os casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e câimbras nos membros inferiores.

Durante a gravidez

O consumo de bebidas alcóolicas durante a gestação pode trazer conseqüências para o recém-nascido, sendo que, quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o feto. Desta forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através do leite materno.Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do ácool, que fizeram uso excessivo durante a gravidez, são afetados pela "Síndrome Fetal pelo Álcool". Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência). As crianças severamente afetadas e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.

Fonte: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEB

Bebidas Alcoólicas

Aspectos históricos
Toda a história da humanidade está permeada pelo consumo de álcool. Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a.C., sendo portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a ser considerado como um remédio para todas as doenças, pois "dissipavam as preocupações mais rapidamente do que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor", surgindo então a palavra whisky (do gálico usquebaugh, que significa "água da vida").A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, conseqüentemente, gerando um aumento no número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.

Aspectos gerais
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões, médicas, psicológicas, profissionais e familiares.



Anfetaminas

( Bolinhas, Rebites )
Definição
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais "acesas", "ligadas" com "menos sono", "elétricas", etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos pré-determinados. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.


Nos USA, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de "ICE" (gelo).Outra anfetamina, metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de "Êxtase", tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, com um consumo crescente nos USA.As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia, temos um grande número destes medicamentos, conforme mostra a tabela.Tabela — Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas do tipo anfetamina, vendidos no Brasil. Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas — DF — ano 1996/1997.
Droga do tipo Anfetamina
Produtos (remédios comerciais) vendidos nas farmácias
Dietilpropiona ou Anfepramona
Dualid S; Hipofagin S; Inibex S; Moderine
Fenproporex
Desobesi-M; Lipomax AP; Inobesin
Mazindol
Dasten; Fagolipo; Absten-Plus; Diazinil; Dobesix
Metanfetamina
Pervitin*
Metifenidato
Ritalina
* Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Nos USA cada vez mais usado sob o nome de ICE.

Efeitos no cérebro
As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando "ligada". Assim, o motorista que toma o "rebite" para não dormir, o estudante que ingere "bolinha" para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar "ligadão" ou ter um "baque" estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentido menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas.

Efeitos no resto do corpo
As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração (o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sangüínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas.

Efeitos tóxicos
Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez) todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pela pálida (devido à contração dos vasos sangüíneos) e taquicardia.Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões.Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas.

Aspectos gerais
Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos diariamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga.Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempo e pára de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou seja, se teria uma Síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral, isto é, não aconteceria com todas as pessoas.

.Informações sobre consumo
O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas.Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

Fonte: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID

Disfunção familiar e as crianças

Muitas crianças apresentam conflitos e problemas de desenvolvimento escolar em função do funcionamento psíquico e emocional dos pais. As ansiedades e as expectativas dos adultos interferem na vida das crianças. Há os casos clássicos de famílias desestruturadas ou que sofreram perdas e estão vivenciando um período de luto patológico que também interfere no funcionamento de um de seus membros. Mas, obviamente, podemos falar que os usuários de drogas, que se tornam dependentes, são a manifestação de um conflito familiar que deve ser ocultado. Assim, o dependente químico apresenta-se para se “sacrificar” em nome da família.

   A partir do casamento, o casal passa a vivenciar a relação a dois, procurando seu ponto de equilíbrio.  Nesta busca, chega o primeiro filho que, muitas vezes, representou uma exigência indireta da sociedade, dos pais e até uma tentativa do próprio casal de superar algumas dificuldades no relacionamento.
   O filho pode ocupar diferentes lugares na família.  Para alguns casais, o filho é um presente especial que o marido oferece à esposa, para que ela possa se ocupar. O filho pode ser usado como forma de dar sentido à vida do casal cujos laços estão debilitados. Porém, a chegada de um terceiro elemento requer um processo de aceitação e adaptação. O homem e a mulher que exerciam a função de esposos, passam a desempenhar a função de pais. Exercer estes papéis de forma harmoniosa é uma dura tarefa para aqueles que não tinham alcançado o equilíbrio a dois.
   Assim como a criança pode apresentar-se para ser um problema identificado, o dependente químico se envolve com a droga, torna-se doente, para “salvar” a família de sua doença. Todos podem deslocar e projetar sobre esse membro os seus conflitos, passando a se sentir livres de problemas, enquanto um membro representa toda a doença naquela família. Pais podem se sentir aliviados de seus conflitos de casal ao terem um filho que passa a representar o problema da casa.

Os 12 Passos



  1. Admitimos que éramos impotentes perante o e outras drogas e que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade.  
3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. 
5. Admitimos para Deus, para nós mesmos e para outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente, pedimos a Ele para remover nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.  
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, como nós O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e a força para realizar essa vontade.
12- Tendo tido um despertar espiritual, por meio destes Passos, procuramos levar esta mensagem a outras pessoas e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

Identificando a co-dependência




A co-dependência ocorre quando uma pessoa "toma conta" de um indivíduo viciado ou problemático. Esse indivíduo pode ser um compulsivo químico e/ou psíquico ou, ainda, pode estar com problemas emocionais causados por uma doença física ou emocional. O co-dependente pode ser um cônjuge, pai, mãe, filho, amigo, etc.


- COMPORTAMENTOS DESTRUTIVO DO CO-DEPENDENTE
•    Permissivo: permite que a pessoa continue a ter o seu comportamento ou vício autodestrutivo ou nega que a pessoa tenha algum problema.
•    Salvador: cria desculpas para o comportamento da pessoa, ou "salva-a" de situações desagradáveis (por exemplo: colocar um alcoólatra na cama após ele ter desmaiado).
•    Babá: cuida de todos os aspectos familiares e financeiros que mantêm a família unida.
•    Participador: racionaliza o comportamento destrutivo da pessoa como sendo algo normal, permitindo que ele aconteça ou mesmo participando dele.
•    Herói: torna-se uma "superpessoa" para preservar a imagem da família.
•    Queixoso: culpa a pessoa e torna-a bode expiatório de todos os problemas.
•    Alienado: desliga-se da família e age como se não ligasse para o problema ou para a pessoa.
      A maioria dos co-dependentes não percebe que tem um problema: co-dependência.
      Essas pessoas concentram mais energia nas atitudes e necessidades do outro do que nas próprias. Pensam estar ajudando o outro.

- IDENTIFICANDO UM CO-DEPENDENTE
     Perguntar se age de maneira semelhante a três ou mais das afirmações abaixo:
•   Pensa mais no comportamento e nos problemas do outro do que na sua própria vida?
•   Sente-se ansioso em relação ao comportamento da pessoa viciada e controla-a constantemente na tentativa de pegá-la usando a droga e/ou álcool?
•   Teme que se parar de controlar o outro ele perderá o controle?
•   Culpa-se pelos problemas dessa outra pessoa?
•   Acoberta essa pessoa quando ela é "pega" mentindo ou está em situação embaraçosa em relação ao seu problema ou vício?
•   Nega que essa pessoa realmente tenha problema com drogas, álcool, etc. e fica bravo ou na defensiva quando outros sugerem que haja um problema de dependência ou uso abusivo de substâncias como álcool ou drogas?

O Perdão


 ____Perdoar não é esquecer. O perdão começa com a lembrança da ofensa e/ou da dívida. Quando alguém subestima uma ofensa não está perdoando. Perdoar é lembrar mesmo com dor, é liberar a culpa do outro e "ficar no prejuízo“. Perdoar também é se livrar de sentimentos(processo) que começa com um ato, o ato do livre-arbítrio(escolha).

   O perdão é composto de dois elementos: um natural(origina-se no próprio homem) e outro, sobrenatural(de competência divina). A parte que cabe a Deus é o milagre. Deus opera milagre no assunto do perdão, restaurando a alma, emoções, feridas, curando o inconsciente, recuperando o amor próprio modificando o senso pessoal de justiça, libertando da amargura.  Esse mover sobrenatural de Deus exige, no entanto, a parte que cabe ao ser humano usando o livre arbítrio.  Lembrando, o perdão é uma escolha, é um ato de obediência à ordenança de Deus, o qual só fará o milagre quando o homem cumprir o que lhe cabe no processo do perdão.  Podemos afirmar que Deus nunca fará sua parte, se antes não cumprirmos a nossa.  Perdoar não é um sentimento, ninguém tem desejo ardente de perdoar.  Em condições normais, o que ficou latejando é um desejo de vingança.  Normalmente pensamos que, se formos perdoar tudo e todos, acabaremos virando capachos para os outros pisarem, pois as pessoas vão notar que nos esforçamos para perdoar e daí vão tirar partido disso, manipulando nossa vida, extorquindo-nos, humilhando-nos.

Consciência x Emoção = anjinho x diabinho
   Consciência diz: devo perdoar porque a bíblia me ensina;  a ciência médica e psicológica enfatiza o perigo ao guardar mágoas e culpas.
   Emoção diz: Ele(a)não merece o meu perdão. Eu é que sei como sofri!
 Entre a consciência e a emoção encontra-se- o livre-arbítrio(livre escolha).
3 AÇÕES IMPORTANTES:      
          PERDOAR,   PEDIR PERDÃO   E    AUTO-PERDÃO
 Obs: Quando não perdoamos adoecemos no corpo, alma e espírito então
somatizamos (sintoma de doenças).
       Perdoar é hábito: Meditar em:  Mt 6.12 e15; 18.21e22; Mc11.25 e26.

Lapso e Recaida




Prevenção a recaída__

         Formas de abordagem:
         1       Quais os pensamentos, sentimentos ou comportamentos mais freqüente que você experimentava antes de usar o químico? Ex: horário e dias mais freqüentes que usava o químico; ficar atento;
         
____2       
O que acontecia com esses pensamentos, sentimentos ou comportamentos depois que você experimentava o químico? ;
      
____3       Qual alternativa poderia dispor para evitar a recaída?(pensamentos, sentimentos e comportamentos);

____4
___ Metas e objetivos.


Intervenção a recaída

         Formas de abordagem:
         1       O indivíduo passa por um período de reflexão e meditação;
      
         2       Confronto com o grupo mais a equipe;
      
         3       
Perda de conquistas, direitos e autoridades
      
         4       
Limpeza espiritual;
      
         5       
Busca das causas (percurso da recaída)
         
         6       
Avaliação da recaída(perdas e ganhos)
         
         7       
O que acontecia com esses pensamentos e sentimentos ou comportamentos depois que experimentava o químico.
      
         8       
Qual alternativa você pôde dispor neste momento para evitar outra recaída)?
         
         9       
Reavaliar ferramentas para evitar a recaída;

         10
__Metas e objetivos.

*Nota Importante: A recaída não é obrigatória, pode ser evitada, porém faz parte do tratamento.