G.V.A.

G.V.A.
Mostrando postagens com marcador Droga e Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Droga e Família. Mostrar todas as postagens

Disfunção familiar e as crianças

Muitas crianças apresentam conflitos e problemas de desenvolvimento escolar em função do funcionamento psíquico e emocional dos pais. As ansiedades e as expectativas dos adultos interferem na vida das crianças. Há os casos clássicos de famílias desestruturadas ou que sofreram perdas e estão vivenciando um período de luto patológico que também interfere no funcionamento de um de seus membros. Mas, obviamente, podemos falar que os usuários de drogas, que se tornam dependentes, são a manifestação de um conflito familiar que deve ser ocultado. Assim, o dependente químico apresenta-se para se “sacrificar” em nome da família.

   A partir do casamento, o casal passa a vivenciar a relação a dois, procurando seu ponto de equilíbrio.  Nesta busca, chega o primeiro filho que, muitas vezes, representou uma exigência indireta da sociedade, dos pais e até uma tentativa do próprio casal de superar algumas dificuldades no relacionamento.
   O filho pode ocupar diferentes lugares na família.  Para alguns casais, o filho é um presente especial que o marido oferece à esposa, para que ela possa se ocupar. O filho pode ser usado como forma de dar sentido à vida do casal cujos laços estão debilitados. Porém, a chegada de um terceiro elemento requer um processo de aceitação e adaptação. O homem e a mulher que exerciam a função de esposos, passam a desempenhar a função de pais. Exercer estes papéis de forma harmoniosa é uma dura tarefa para aqueles que não tinham alcançado o equilíbrio a dois.
   Assim como a criança pode apresentar-se para ser um problema identificado, o dependente químico se envolve com a droga, torna-se doente, para “salvar” a família de sua doença. Todos podem deslocar e projetar sobre esse membro os seus conflitos, passando a se sentir livres de problemas, enquanto um membro representa toda a doença naquela família. Pais podem se sentir aliviados de seus conflitos de casal ao terem um filho que passa a representar o problema da casa.

Droga e família


FAMÍLIAS DOS DEPENDENTES

____-Ausência de uma hierarquia definida;
____-Aliança da mãe com o filho (vínculo de extrema dependência);
         -Problemas conjugais não resolvidos;
         -Dificuldade em aceitar a diferença, a autonomia dos membros;
        -Ausência de um relacionamento paterno saudável.

Principais disfunções familiares


____Disfunções territoriais: Problemas relacionados às fronteiras (espaços demarcados na relação interna e com o mundo exterior) podem ser rígidas ou insuficientes. Ex.: na família do dependente químico, há mais a presença de fronteiras insuficientes do que rígidas. Pois os limites são muito confusos, os espaços demarcados não são claros e sim insuficientes.


____Disfunções de papéis:
 
A disfunção de papéis, ocorre quando um membro ou mais, assumem comportamentos que não são deles, mas de outros. Um exemplo é o filho após os pais separarem-se assumi o papel de marido, tentando controlar as amizades e saídas da mãe.  A maioria das famílias apresentam disfunção de papéis. O problema é quando há a rigidez desses, aí aparece a patologia.  Cabe diferenciar portanto, que há disfunções familiares momentâneas, (ajustes do sistema, adaptações por elementos novos, como por exemplo um chefe de família ficar doente e o filho mais velho assumir sua função temporariamente para a família continuar funcionando) e há as disfunções crônicas, onde os papéis são fixos. Aqui está o palco de muitos sérios problemas.

____Disfunções de comunicação: 
Refere-se ao modo de se comunicar. Basear-se todo o tempo em paradoxos, indiretas, onde os sentimentos, a expressão das emoções não fluem com clareza, são velados, reprimidos ou expressados de modo indevido.
         A família do dependente químico precisa ser vista pelos conselheiros em total interação com seu problema. Um alimenta o comportamento do outro, e é preciso questionar a função do sintoma (o problema do dependente químico) em cada estrutura familiar.
         Partimos então do pressuposto de que ele, o sintoma, está denunciando algo daquela estrutura. O que será que está disfuncional? O que está fora de lugar?
         Nosso papel é buscar perceber tais disfunções e auxiliá-los na mudança, pois todo o sistema será favorecido, mas é preciso lembrar da dificuldade deles em mudar. E saber que infelizmente existem famílias tão fechadas, tão rígidas que nosso trabalho será em vão. "Somos impotentes nesses casos“.

Estrutura e disfunção familiar


(Teoria Sistêmica)

____Cada corrente de terapia familiar define estrutura e disfunção de modo particular, mas a visão sistêmica é a base que fornece princípios bem comum a maioria delas.
         Essa teoria sistêmica em sua aplicação à terapia familiar nos possibilita enxergar a família como um todo, que é resultado das interações de cada parte, ou seja, o sistema familiar é constituído por membros com funções distintas que ao relacionarem e interagirem uns sobre os outros mutuamente, imprimem um determinado tipo de organização a cada família.
         A pressão exercida pelos membros para que o modo como as coisas funcionam se mantenha intacto, é chamada homeostase familiar.
         O surgimento de determinado problema (sintoma) num dos membros da família, pode estar funcionando como instrumento de reforço à essa homeostase, e qualquer mudança ameaçaria. O que explica muito bem a relação de muitas pessoas quando algum tipo de alteração é sugerida por um terapeuta, pois o próprio sistema familiar se abre ou se fecha. Ele se auto-regula, tem vida própria.
         Estrutura familiar num sentido bem geral tem a ver com esse determinado modo como a família se organiza; de como os membros se relacionam; que tipo de hierarquia existe; quais os papéis presentes e também diz respeito as regras veladas que governam as relações entre os familiares.
         Há uma suposição comum de que vida familiar normal é feliz e harmoniosa, sem conflitos. O que é um mito idealizado. Famílias normais estão constantemente lutando com os problemas da vida, e o que distingue uma família normal não é a falta de conflitos, mas sim a existência de uma estrutura familiar funcional.
         Essa funcionalidade se refere a capacidade da família em adaptar-se às mudanças e a flexibilizar-se já as estruturas rígidas, tendem a apresentar vários problemas o que é denominado de disfunção familiar.